SAIBA MAIS SOBRE A SÍNDROME DE DOWN

 

Bem-vindos bebês com Síndrome de Down
Se você está recebendo um bebê com Síndrome de Down em sua vida, provavelmente tem muitas dúvidas e inquietações, assim como sua família, amigos e conhecidos. As palavras que reunimos aqui foram escritas com base na diversidade de experiências que nós mesmos acumulamos desde que nasceram nossos filhos com Síndrome de Down. Nossa intenção é ajudá-lo ou ajudá-la a reorganizar seus pensamentos e sentimentos diante da nova realidade.




A Síndrome de Down
A Síndrome de Down é uma anomalia nos cromossomos, que ocorre em 1,3 de cada 1.000 nascimentos. Por motivos ainda desconhecidos, um erro no desenvolvimento das células do embrião leva à formação de 47 cromossomos, no lugar dos 46, que se formam normalmente. O material genético em excesso altera o desenvolvimento regular do corpo e do cérebro da criança em gestação.

Existem três tipos de Síndrome de Down. A mais comum é a chamada Trissomia do 21 Padrão: o material genético em excesso está no par de cromossomos 21, como resultado de uma anomalia na divisão celular durante o desenvolvimento do óvulo ou esperma, durante a fertilização. Cerca de 95% dos portadores de Síndrome de Down tem Trissomia do 21 Padrão. Cerca de 4% têm Translocação, caso em que o cromossomo 21 extra se rompeu e aderiu a outro cromossomo. A Translocação pode ser sinal de hereditariedade e outros membros da família devem ser geneticamente investigados para saber da possibilidade de ter outros bebês com Síndrome de Down. Cerca de 1% têm Mosaico, o que quer dizer que só algumas células do corpo têm Trissomia do 21 e não todas.

Como a grande maioria das mães do mundo jovem,cerca de 80% das crianças com Síndrome de Down nascem de mulheres com idades inferiores a 35 anos. De cada 400 bebês nascidos de mães com idades superiores a 35 anos, um têm Síndrome de Down.




Felicidades pelo nascimento do seu bebê. Desejamos o melhor a vocês!
A Síndrome de Down é só uma pequena parte da estrutura genética de seu filho ou filha. Antes de aprender tudo o que ela significa, antes de entrar nos detalhes científicos ou médicos, antes de buscar uma série de instruções relativas a estimulação precoce ou cuidados especiais, é importante que você receba seu bebê como uma criança, um pequenino indivíduo, recém-chegado, que precisa de proteção e carinho, como qualquer um de nós. Sem rótulos ou classificações ou preconceitos.

Síndrome de Down não é mais sinônimo de incapacidade e exclusão. Se tiver chance, seu filho ou filha vai andar, falar, aprender, trabalhar.

Síndrome de Down também não é sinônimo de irrestrita bondade, afetuosidade e musicalidade. Se tiver chance, seu filho ou filha responderá à vida com as mesmas alegrias e tristezas de qualquer pessoa.

Você não pode mudar a condição genética do seu bebê. Mas pode dar a ele ou ela as chances de que precisa, o ambiente e o amor necessários para o desenvolvimento de todo seu potencial. É impossível predizer até onde chegarão nossas crianças. Antes de se preocupar com um futuro distante, tome seu tempo para acomodar o presente.

Informe seus parentes e amigos sobre a Síndrome de Down o mais cedo possível. Os avós, em especial, podem ser de inestimável ajuda no cuidado com seu bebê. Mostre seu filho ou filha sempre que possível. As pessoas se surpreendem ao perceber o quanto os bebês com Síndrome de Down podem ser adoráveis. Quando seus amigos virem seu bebê com os próprios olhos, muitos dos desconfortos e medos desaparecerão e as coisas ficarão mais fáceis para todos. Muitas pessoas ficam sem saber como agir quando parentes ou amigos têm um bebê com Síndrome de Down. É importante para eles saber como podem te ajudar.

Não hesite em aceitar esta ajuda. Trate de descansar. Você tem o direito de se sentir como desejar, assim como aqueles que te amam e amam seu bebê. Muitas emoções surgem com a chegada de uma nova vida à sua família. Você merece felicitações e presentes. Faça com que os bons cozinheiros de sua família e círculo de amigos lhe tragam seus melhores pratos. Permita-se dar as boas vindas e desfrutar de seu bebê. Os bebês crescem com uma rapidez impressionante.

Se você já tem outros filhos, cuide para que eles também recebam atenção e carinho. Explique com cuidado o que há com o irmaozinho ou irmazinha e o(s) ajude a lidar com as atitudes e comentários de outras crianças. Desde o princípio, seus outros filhos vão se guiar pelas suas atitudes com relação ao bebê. Desde a chegada da maternidade, inclua o bebê na sua vida familiar e aprecie seus progressos.




Características
Os portadores de Síndrome de Down podem ser identificados por alguns dos diversos atributos físicos, associados ao cromossomo extra. Algumas destas características são: traços faciais pequenos; rosto achatado; olhos amendoados e separados; uma linha única na palma de uma ou das duas mãos; dedos curtinhos; espaço entre o dedão do pé e demais dedos, etc.

Amamentar seu bebê no seio é muito importante, tanto para seu relacionamento com ele ou ela, como para prevenir futuros problemas odontológicos e fonoaudiológicos. Se tiver dificuldades, solicite o apoio da família, a orientação do obstetra e/ou pediatra.

Existe uma alta taxa de defeitos congênitos no coração dos portadores de Síndrome de Down (35 a 50%), razão pela qual deve-se fazer um ecocardiograma logo nos primeiros meses de vida. Alguns outros exames complementares - como tireóide e instabilidades nas articulações - são igualmente importantes ao longo da infância. Peça ao pediatra ou aos especialistas que atendem seu bebê para lhe informar sobre o check-list médico.

Os portadores de Síndrome de Down tem personalidades muito variadas, estilos de aprendizagem diversos, assim como inteligência, aparência, obediência, humor. Eles não merecem um rótulo moldado pelo preconceito. Ainda que, desde muito cedo, os bebês e crianças portadores da Síndrome de Down devam submeter-se a extensas avaliações de saúde, estimulação precoce, terapia física, reforço da comunicação, avaliações de desenvolvimento e outras intervenções profissionais, é importante ter sempre em mente que cada um deles merece estar rodeado de gente que ama, respeita e admira todas as crianças.



O QUE É SÍNDROME DE DOWN


O nome Síndrome de Down surgiu a partir da descrição de John Langdon Down, médico inglês que descreveu em 1866, pela primeira vez, as características de uma criança com esta síndrome.


A Síndrome de Down também pode ser chamada de trissomia do 21 e as pessoas que a possuem de trissômicos. Estes nomes começaram a ser utilizados depois que Jerome Lejèune, um médico francês, identificou um pequeno cromossomo extra nas células destas pessoas.


Como Identificar
Os cromossomos são estruturas que se encontram no núcleo de cada célula e que contém as características hereditárias de cada pessoa. Em cada célula existe um total de 46 cromossomos, dos quais 23 são de origem paterna e 23 de origem materna.

As pessoas com Síndrome de Down apresentam 47 cromossomos em cada célula, ao invés de 46 como as demais. Este cromossomo extra localiza-se no par 21.

Geralmente, a identificação do indivíduo com esta síndrome é feita na ocasião do nascimento ou logo após, pela presença da combinação de várias características físicas:

Os olhos apresentam-se com pálpebras estreitas e levemente oblíquas, com prega de pele no canto interno (prega epicântica).

A íris freqüentemente apresenta pequenas manchas brancas (manchas de Brushfield).

A cabeça geralmente é menor e a parte posterior levemente achatada. A moleira pode ser maior e demorar mais para se fechar.

A boca é pequena e muitas vezes se mantém aberta com a língua projetando-se para fora.

As mãos são curtas e largas e, às vezes, nas palmas das mãos há uma única linha transversal, de lado a lado ao invés de duas.

A musculatura de maneira geral é mais flácida (hipotonia muscular).

Pode existir pele em excesso no pescoço que tende a desaparecer com a idade.

As orelhas são geralmente pequenas e de implantação baixa. O conduto auditivo é estreito.

Os dedos dos pés comumente são curtos e na maioria das crianças há um espaço grande entre o dedão e o segundo dedo. Muitas têm pé chato.

Embora o bebê com Síndrome de Down possa apresentar algumas ou todas estas características, é importante ressaltar que, como todas as crianças, eles também se parecerão com seus pais uma vez que herdam os genes destes e assim, apresentarão características diferentes entre si, como: cor dos cabelos e olhos, estrutura corporal, padrões de desenvolvimento etc. Estas características determinam uma diversidade de funcionamento comum aos indivíduos considerados normais.

O Cariótipo
Para comprovar a Síndrome de Down, o médico deve solicitar um exame genético: o cariótipo. Este exame permite confirmar o diagnóstico pela constatação de um cromossomo extra no par 21.

Este cromossomo provém de um erro na divisão do material genético no início da formação do bebê. Este erro na divisão é o suficiente para modificar definitivamente o desenvolvimento embrionário do bebê. A forma genética da trissomia não tem valor no prognóstico, nem determina o aspecto físico mais ou menos pronunciado, nem uma maior ou menor eficiência intelectual. É importante ter claro que não existem graus de Síndrome de Down e que as diferenças de desenvolvimento decorrem das características individuais (herança genética, educação, meio ambiente etc.)

O interesse em reconhecer e diferenciar o erro cromossômico, responsável pelo nascimento do bebê é preventivo. Ele permite saber se o acidente pode ocorrer em outra gestação ou se ele pode ou não ocorrer em familiares, irmãos ou irmãs da criança.

Na maioria das vezes, a trissomia resulta de um acidente na divisão celular que não se repetirá. Em cerca de 95% dos casos a pessoa com Síndrome de Down apresenta 47 cromossomos em todas as suas células. Essa é a chamada trissomia 21 simples ou padrão.

Cerca de 2% das pessoas com Síndrome de Down apresentam uma mistura de células normais (46 cromossomos) e de células trissômicas (47 cromossomos). Esta condição é denominada "mosaicismo" e é considerada como o resultado de um erro em uma das primeiras divisões celulares.

Os outros 3% das pessoas com Síndrome de Down apresentam o material cromossômico disposto de forma diferente, isto é, o cromossomo 21 extra encontra-se aderido a um outro cromossomo, geralmente o 14. Este fenômeno recebe o nome de "translocação". É importante descobrir se uma criança tem Síndrome de Down por translocação, pois em aproximadamente um terço dos casos um dos pais é "portador'. Embora este pai e esta mãe sejam perfeitamente normais tanto física quanto mentalmente, pode haver um risco maior de terem filhos com Síndrome de Down. Estes pais necessitam de um aconselhamento genético específico.

Diagnóstico Pré-natal
Atualmente existem disponíveis algumas técnicas para detectar a Síndrome de Down durante a gravidez. No entanto, tais exames só são recomendados em casos em que existam fatores que indiquem uma probabilidade maior do casal ter um filho com Síndrome de Down. Isto porque as técnicas empregadas acarretam riscos associados tanto para a mãe quanto para o feto.

DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN

A seqüência de desenvolvimento da criança com Síndrome de Down geralmente é bastante semelhante à de crianças sem a síndrome e as etapas e os grandes marcos são atingidos, embora em um ritmo mais lento.

Esta demora para adquirir determinadas habilidades pode prejudicar as expectativas que a família e a sociedade tenham da pessoa com Síndrome de Down. Durante muito tempo estas pessoas foram privadas de experiências fundamentais para o seu desenvolvimento porque não se acreditava que eram capazes. Todavia, atualmente já é comprovado que crianças e jovens com Síndrome de Down podem alcançar estágios muito mais avançados de raciocínio e de desenvolvimento.


Aprenda mais:

http://www.space21.ecof.org.br/

http://www.updown.org.br/
 

http://www.leeworks.net/DDS/
 

http://familydoctor.org/handouts/339.html
 

http://www.ecof.org.br/projetos/down/index.html
 

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